Teve lugar ontem na cidade de Maputo o enterro do professor Fernando Ganhão. Sem querer acrescentar muito ao que já foi tido sobre essa grande figura , quero simplismente aqui e agora prestar a minha homenegem ao meu professor de Sociologia Política e de Ciência Política. Homem de um cultura invulgar e de conhecimento enciclopédico, Fernando Ganhão equanto professor sempre sobre tornar as suas aulas momentos de partilha de conhecimento do mundo.
Há dois episódios que marcaram a nossa relação professor/ estudante.
O primeiro foi quando eu era estudante da Faculdade de Direito na Universidade Eduardo Mondlane e ele marcou um teste de Sociologia Política com a duração de 3 horas e eu cheguei com com 2 horas e 30minutos de atraso e ele perguntou me: o que o senhor vem fazer. Respondi-lhe: Vim fazer o teste. Ele riu-se. Entrei e fiz os teste e até tive positiva.No dia da entrega do teste ele disse que estava a pensar em diminuir o tempo de duração dos testes.
Um segundo episódio aconteceu quando ele era meu professor de Ciência Política na defunta UFICS e como todos andavamos impressionados com a sua vasta cultura, perguntei-lhe, desculpa professor afinal, qual é a sua formação?
Ele riu-se e disse: sou formado em história na Polónia.
Enfim, para morrer basta nascer. Morreu um homem de cultura e de ciência.
Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
Meu Professor foi a enterrar
Segunda-feira, 3 de Março de 2008
DDescriminalização do aborto: o debate que urge fazer conscientemente
O governo projecta depositar nos próximos tempos, na Assembleia da República, um Projecto de Lei que, vai descriminalizar a interrupção da gravidez, aborto, em algumas circunstâncias. Em qualquer parte do mundo toda a legislação sobre o aborto é polémica. Principalmente quando está em causa a sua legalização. E Moçambique não é excepção. Em momentos outros, o referido Projecto de Lei já suscitou comentários de vários sectores da sociedade.
Sou há pouco tempo tive contacto com o mesmo. E, pelo que me pude aperceber, o mesmo não tem objectivo de “legalizar a morte” com defendem alguns sectores da sociedade moçambicana”. Mas tão somente despenalizar a interrupção da gravidez em circunstâncias tal como: “ violação, incesto, má formação do feto etc”. Só citei algumas.
A actual legislação sobre o assunto data dos anos 1800 e, até cá muita coisa já mudou. E o mundo já andou muito. Melhor, a Terra de lá até cá já efectuou inúmeras voltas ao Sol. E na referida legislação a prática do aborto é criminalizada sem se levar em conta circunstâncias de excepção. Mas tendo em conta o período em que foi elaborada a mesma é compreensível. Incompreensível é mantermos legislação dos anos 1800 no nosso quadro jurídico como se o mundo de lá até cá tivesse parado.
Em determinado momento o governo por parte do então ministro da Saúde, Pascoal Mocumbi , tomou posição sobre o assunto. Da parte dele emanou uma directiva que autorizou a prática do aborto em algumas unidades sanitárias. Foi uma medida de boa vontade mas ilegal na medida em que uma directiva de um ministro não se sobrepõe a um artigo do Código Penal. A referida directiva surgiu numa altura em que o aborto inseguro e clandestino era uma das maiores causas de morte materna em Moçambique.
E porque aborto em Moçambique continua ilegal, continuam a ser muitas as mulheres que recorrem ao aborto inseguro e ilegal para se desfazerem de grávidas indesejadas.
Em algumas unidades sanitárias continua-se a efectuar o aborto por força da directiva de Pascoal Mocumbi. Contudo, em virtude da prática continuar a ser ilegal e, por isso, não puder ser publicitada, são poucas as mulheres que sabem que pode recorrer as unidades sanitárias para efectuarem um aborto seguro no lugar de recorrerem a provedores clandestinos onde muitas vezes a consequência é a morte. As mulheres com mais posses podem muito facilmente recorrer a vizinha África do Sul onde a prática do aborto é legal e, desde que a mesma foi legalizada o número de mortes motivadas pela prática do aborto reduziu drasticamente.
Tenho consciência de que quase sempre, o debate sobre a descriminalização do aborto é muito fértil em polémicas. Polémicas justas na medida em que o mesmo mexe com a consciência e crença das pessoas sobre a vida. Contudo , defendo que o debate sobre o assunto deve ser feito sem paixões mas tendo em conta a realidade no terreno. Porque enquanto os debates exacerbam-se há mulheres a morrerem por terem recorrido ao aborto clandestino e ilegal, muitas vezes efectuados sem se levarem em conta as mais elementares regras da medicina.(Celso Manguana)
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
O Muro da Vergonha da Biblioteca Nacional
No último sábado passei pela Avenida 25 de Setembro. Confeso que não passava por aquelas bandas faz algum tempo. No meu percurso passei por frente da Biblioteca Nacional, neste momento em obras. Por causa das referenciadas obras ergueu-se um muro mesmo defronte da Biblioteca Nacional.
Em letras bem visíveis pode-se ler no referido muro: "Murro Provisório". Fiquei estarecido. Logo na Biblioteca Nacional comete-se tão monumental erro. Uma biblioteca é suposto ser lugar onde está depositado o saber nas suas mais diversas variantes. Se de uma «Biblioteca nacional» vem tão monumental erro o que esperar de outros lugares que pouco têm a ver com o saber.
Bom, quem escreveu as palavras já referidas encarregou-se, sim, de dar um grande murro ná língua portuguesa e na dignidade da Biblioteca Nacional. Felizmente o "murro" é " provisório" pelo que quem o leva e quem o sente, só o vai levar e o sentir provisoriamente.
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Paulo Danger no programa «Atracções»
Paulo Danger, arguido no processo ainda por julgar relativo a tentativa de assassinato do advogado Albano Silva foi um dos telespectadores que ligou para o programa «Atracções» no dia 14 de Fevereiro. Paulo Danger encontra-se, segundo informação oficial, detido na cadeia tida de máxima segurança B .O.
Que os presos assistam televisão e tenham possibilidade de se comunicar com familiares por via telefónica tudo bem. A coisa muda de figura qundo entram em directo em programas de televisão. Amanhã podem por essa via manipular a opinião pública sobre processos em que são arguidos.
Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
A noite de Maputo está de luto: Morreu músico João Paulo
A noite de Maputo. Morreu um dos seus principais cultores. Novctívago e boémio por excelência, morreu na madrugada de hoje, vítima de doença, no Hospital Central de Maputo, o músico João Paulo ou o «Blues Man» com era chamado por muitos dos seus fãs. Pessoalmente, tive várias oprtunidades de privar com o João Paulo e ouvi-lo a desfilar para amesa e par o auditório, sempre atanto, a sua vasta cultura geral.Também pude ouvi-lo acantar e a embalar os fãs com os finos sons do «Blues» seu principal cardápio musical. Agora que definitivamente, não mais irei privar com ele sobem a memória asa várias vezes em que eu, o Nhachote, o Fernando Manuel e o João Paulo estivemos a mesma mesa a compartilhar ideias sobre o dsetino do país ou "sítio" como ele preferia chamar a Moçambique. Foram momentos bonitos em entricheirados no melhot bar do mundo, o «Goa» tomávamos a lberdade de mandar a merad a classe política a quem todos nós sempre concluímos ser formada por predadores nada perocupados com o triste destino da maioria dos moçambicanos. Foram tardes inesqqeucíveis com o João Paulo sempres disposto a partilhar connosco as suas experiências viviads nas muitas viagens que fez pelo mundo fora. Morreu um amigo.E ponto
Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Agora Chibuto
Hoje as manifestações aconteceram no Vila de Chibuto.Mais uma vez o pretexto foi a carestia de vida.Informações circulam na cidade de Maputo indicam que os manifestantes incendiaram um padaria e um posto de venda de pão. Foi prceiso que forças policiais idas de Xai-Xai intervissem para a manifestação terminasse. O assaunto está sério. Nos próximos dias conto partilhar convosco uma reflexão sobre o assunto.
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Novas manifestações
Hoje a cidade de Chókwe foi palco de violentas manifestações. Segundo informações que circulam em Maputo os manifestantes levantaram-se contra a alta de preços de produtos básicos e contra a carestia de vida. Há informações de em resultado da referida manifestação um indivíduo encontrou a morte a cinco pessoas ficaram feridas. A Polícia posicionada no Chokwé teve que pedir reforço a forças policiais posicionadas en Xai-Xai e só assim , a mnifestação terminou. Entretanto, a Polícia frustrou tentativas de manifestação em em Bobole e no Zimpeto. A carestia de vida era a motivação da referidas manifestações frustradas.